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A nova natureza.

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 5 de jul. de 2021
  • 4 min de leitura

A palavra natureza tem um significado objetivo, porém amplo por conta da capacidade do ser humano criar inúmeras possibilidades de explicação para sua origem, e com certeza a natureza é uma destas características principais que nos aproxima da matriz de nossa origem. A natureza para muitos é significada como espaço-tempo que foi criado, para outras pessoas a natureza é a própria criação e representação daquilo que existe, pelo seu poder sintetizador de compreender aquilo que nos nutre e principalmente aquilo que nos é essencial, a subsistência. A natureza por si não é nova, mas escrevo sobre a nova natureza no sentido de versar a importância daquilo que meus olhos enxergam todas as vezes em que viajo algumas distancias e encontro paisagens que me fazer aproximar com aquilo que não está na dimensão do primeiro sentimento ou impressão.

A nova natureza é, neste sentido, o mistério desvelado de olhar em conjunto com a ciência, os elementos do sentimento e também da experiência de saborear aquilo que a própria natureza me oferece, como propriedades que chamamos de energias, proteínas, células, corpo e física. A presença de estar integrada a forma como se acredita na criação das coisas em conjunto com a explicação física que facilita a compreensão dos elementos que por hora são valorizados ou desvalorizados, resultam nesta nova natureza que há um pouco tempo atrás, me permito afirmar que foi representada de forma diferente entre a simples relação entre ser-estar.

A nova natureza sendo a integração daquilo que chamo de dimensões da vida, é o verso do poeta que quer encontrar-se a si mesmo, distante da separação das diversas dimensões dos sentidos e explicações que existem, tentando encontrar uma forma de valorizar a integração disso tudo, que se denomina, sem erro, de conhecimento.

Pela quantidade de explicações que exerço aqui neste texto, a nova natureza permite entender que todos os elementos que manipulamos e encontramos uma boa energia e significado para a melhora neste percurso de vida, se transforma na novidade da natureza, que permite a descoberta e curiosidade não somente como princípios humanos, mas de toda a existência que elabora para os sentidos, a capacidade de "ser-estar" buscando o sustento e a sobrevivência, aproveitando do núcleo daquilo que ela mesmo oferece.

A nova natureza, sendo esta capacidade de integração de conhecimentos e o que chamamos de dimensão de conhecimento, também me descreve a capacidade de luta pelos direitos e acesso as pessoas para a condição de vida e hábito da boa alimentação, de saciar a sede, de conviver com o ar propício para desenvolver fôlego para sentir se vivo em vida. Esta novidade também está interligada com a forma como adentramos os nossos objetivos de vida e começamos a exercitar a observação em vida. Mesmo que alguns se padeçam em pensar do tempo levado para se dar conta que a simplicidade é que nos aparece reciprocamente com este elemento, todas as formas como somos e nos reconhecemos, precede de um pensamento interessante como o que segue: - "É nos momentos de crise que se cresce, mas eu já estou batendo com a cabeça no teto, a prova de que a natureza é sábia, é que ela nem sabia que iríamos usar óculos e notem como colocou nossas orelhas". (Jô Soares).

A nova natureza caminha para o sentido do ser-estar, enquanto a ciência caminha de um modo equivalente para o conhecimento e resulta na força para se viver melhor. Caminha também para o desvendar dos mistérios que se exibem ao experimentar as labutas do dia a dia. Os mistérios se alinham no percurso de encontrar a simplicidade e aprender com o simples, para acolher as pessoas, as plantas, os seres vivos e principalmente o próprio ser e aquilo que o compõe. Nesse contexto, o autoconhecimento também se reaproxima desta veracidade de procurar e preocupar-se com as lutas cotidianas entre o que queremos e o que sentimos.

A nova natureza não exige renúncias, desmistifica o pecado e prefere a posição da entrega e da oferta como espaço específico para continuar caminhando. Portanto, "À exceção de uma batalha perdida não há nada mais triste que uma batalha ganha". (Arthur Wellesley).

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Nesta possível batalha em que a novidade se apresenta no sentido de caminhada, e não de supressão dos conhecimentos, a batalha entre o que se sente e crê e o que se conhece, é para tentar unificar estas dimensões e perceber sua importância. Assim como Wellesley afirma que não há nada mais triste que uma batalha ganha, é justamente pelo fato da força que damos as dimensões da própria natureza humana reconhecer apenas uma dimensão de ser ou estar, sem o 'hífen' integrando este "ser-estar" como novidade. A batalha remete ao imaginário literário e poético de sangue e epopeia, mas aqui quer funcionar no sentido físico da energia de um imã, capaz de interligar estas dimensões naquilo que o ser mais necessita. Ou seja, evitar que um sentimento, desejo, crença ou compreensão possam fazer parte do todo no ser-estar, é outra crença que nos reduz a uma natureza que não nos ensina. É preciso estar atento as novidades para poder caminhar na natureza da substância do que somos, cremos, sentimos e conhecemos, por que só assim nesta dimensão da nova natureza aprenderemos também a escutar as crenças de toda a existência.


Eis os versos.




"O choro é dogma do ser 
que convive com a dúvida e a certeza nas mãos".
sendo assim...
"Sentimos o que é a verdade,
porém, o que fazemos com nossos sentimentos é adequá-los a educação?
e teatralização dos nossos sentimentos que sobrevive em personagens principais na encenação da nossa vida?".
É
o 
que...?
é o querer
Ser-Estar: - 
"Quero tocar um instrumento 
onde a música seja o fluir do meu caminhar, 
quero cantar uma música agradável à todos 
onde não exista discriminação. 

 
 
 

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