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A personalidade de um original desconhecido

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 22 de mai. de 2020
  • 4 min de leitura

     Essa é a história de um poeta como tantos outros que necessitou colocar no papel aquilo que escutava cotidianamente no quebrar das ondas. O grito do universo raro e bonito que silenciado pelo ouvido humano pode ser sentido e entendido a partir de palavras tão discretas e rimadas. E neste processo de gravar os sentidos da vida e descrever sentimentos o anonimato tomou como característica assim como a própria natureza.

      Ao contemplar a diversidade e força que o companheirismo e a amizade proporcionam a vida, a pomposidade e a honraria se esvai como o vento e marca no tempo a necessidade de partilhar as coisas que escutamos e sentimos de referencias esquecidas. Portanto, cabe aqui pontuar que a personalidade como identidade é o que torna necessário implementar estas palavras neste espaço e principalmente escrever de uma maneira que a personalidade não é genérica, mas um objeto por assim dizer que pode ser construído. Também a personalidade é o que forma a maneira como expressamos o que somos para os outros seres pensantes e que muitas vezes duvidamos se as pessoas realmente pensam ou sentem. Porém, há um risco de transformar a personalidade em padrões estabelecidos de comportamento e confundir as regras morais como receitas para a conduta cotidiana de nossas vidas.

     É neste sentido que a originalidade é fundamental para a personalidade, porque pode admitir aquilo que reproduz e aprende com o próximo, mas também com a questão de externar aquilo que se sente e também aquilo que se quer. A questão original está mais para o processo de fazer aquilo que se deseja e quer do que para uma classificação genérica de pessoas que criam e produzem o que as pessoas queiram ouvir ou consumir. A propensão como se deriva a necessidade de fazer acontecer o que realmente é sentido dentro de si é o caminho para a distinção e domínio da própria personalidade em um sentido de liberdade e espontaneidade. Nessa linha de pensamento os versos também falam muito sobre a personalidade e como se constrói a função da vida quando esta é descrita com valores essenciais para a justiça. 

      Contudo, a pergunta que fica é: - Quem é o original desconhecido? Primeiramente a fonte de nosso pensamento e sentimento parte do contato com as pessoas e meio em que vivemos e também a sensibilidade que adquirimos quando temos contato com o que chamamos de espiritualidade. Para muitos este original desconhecido pode ser chamado de transcendente, porém tal desconhecido pode ser uma ou mais leituras feitas durante a vida que ganham sentido de essência, além da bibliografia explicitada em textos e mais textos lidos na vida. Assim o crédito de conhecer e estudar o cotidiano, a ciência e a essência é valido. A personalidade de um original desconhecido não descreve apenas um singular poeta, mas a legião de pessoas que com sua sensibilidade expressam cantos novos para a humanidade a todo tempo. 

      As redes sociais demonstram esta definição e distinção quando observamos a expressão das pessoas que conduziram sua sensibilidade pela aprendizagem da reprodução e repetição de conhecimentos limitados e eximidos ao exercício sem reflexão. Ou seja, atualmente é mais fácil observar como a ausência da reflexão e sensibilidade permeia as pessoas que expressam o que leram nas redes sociais e canais de comunicação. Isso diz muito sobre a comunicação não ser um local exclusivo de escritores e jornalistas, mas um lugar democrático em que as pessoas sentem necessidade do lugar de fala. E algumas expressões se vão com o vento e com o advento da velocidade das informações o risco é não desenhar estrela nos sonhos e no imaginário quando a leitura obtém contato com o que se escreve.

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A referência a Silvio Rodrigues está para a originalidade assim como o que ele escreve auxilia a construção de uma escrita da história mais verídica. A justificativa desta verdade narrada esta no passo como ele descreve a amizade como percurso de partilha e diálogo com as essência. Trago aqui até de maneira genérica a palavra amigo justamente pela forma como são esses personagens que nos auxiliam a conhecer as diversas personalidades. Amigos também são essas personalidades originais de um desconhecido parente, sujeito, referência e ciclano que não conhecemos, mas aprendemos. 

Eis o canto: -


"Vencer a corrente do mar é ser perseverante na pesca, 
como aquele olhar que deseja um bem ou uma bela donzela, 
como aquela canção que detém o fruto do presente 
e o começo de uma nova era"
"A tua presença seca a minha garganta 
e coagula meu sangue, pois é como um elixir que me sacia, 
mas ao mesmo tempo me mata".
e insiste e desiste no conjugar, 
"gostar significa deduzir os sonhos em preferencia 
com o amor e o ódio".
"Comparação é a defesa de todo o ser 
que não sabe educar o próximo com amor".
e nessa essência indefinida
"Não creio que os homens guerreiam uns contra os outros, 
numa batalha sem igual e muito menos que quem luta 
é que tem a verdade. 
Certamente quando o diálogo não existe, 
prova-se que ambos estão distantes da certeza e do consenso. 
Então para se livrarem de seus erros, 
é mais fácil passar por cima de seus adversários, 
do que admitir de que ainda seu caráter pode viver, 
sabendo se colocar diante do mundo 
e de todo o direito humano de crescer e aprender". 
"Como o coração de um homem não pode chorar? 
É porque o nosso conforto  é segurar o que nos machuca, 
torná-los em atos agradáveis para que esqueçamos 
de toda e qualquer ferida".

 
 
 

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