Abraçar os próprios sonhos
- Poeta dos Jardins
- 23 de jan. de 2020
- 4 min de leitura
"A quem se oferece um mundo, também pode se oferecer o inferno. Pois, se os valores deste mundo fossem contados com paz e amor o mundo de Deus seria mais justo e harmonico, mas, infelizmente isso depende de nós". As questões importantes para poder escrever a própria vida tem elementos que retomam com tempo o cotidiano de nossas próprias virtudes. Esta frase foi escrita ainda em 1999 e a influência da religião e da própria família marcam a maneira como esta frase significa o entendimento de conquistar caminhos e encontrar dificuldade para realizá-los. o mundo de Deus é algo que se ressignificou neste processo breve de vida, mas as virtudes praticadas e os julgamentos como prática simples destoam o caminho de realizar os projetos de vida.
Portanto, abraçar os sonhos significa a difícil tarefa de organizar os desejos, as alegrias, os sentidos, e tudo aquilo que ao longo da caminhada da vida se torna uma vontade de realizar. Abraçar é uma atitude concreta justamente porque é a maneira mais próxima para poder administrar aquilo que muitas vezes não podemos tocar, apenas prever ou se preencher de anseio que é o futuro. A questão é que existem dois modos de compreender a conquista do futuro, naquilo que sonhamos e naquilo que os outros esperam de nós. Abraçar os próprios sonhos se torna uma atitude eficaz justamente porque a necessidade de organizar a própria identidade é uma das etapas que facilitam na vida a maneira de pensar e sentir as coisas do cotidiano.
Existem muitas maneiras de realizar analogias com a própria vida e com o caminho que percorremos. As muitas possibilidades que se exibem na nossa vida fazem com que o poder de escolha acompanhe nossos sonhos. Quando não optamos por aquilo que sonhamos ou gostamos o caminho se torna um tanto árduo e desafiador. Alguns contatos e desafios na sociedade são feitos sem sair de casa e o seguro hoje é interpretado como a tecnologia da informação que de fato imprime palavra e preceitos de atitude. Porém, esta não apresenta o afeto do abraço, do olhar e da escuta. Assim ao acordar fazemos do sonho um fato em que os personagens se encontram sempre na terceira pessoa, distante e ao mesmo tempo tão sem expressão dos sentimentos e desejos.
Uma das consequências de abraçar os próprios sonhos é sentir que muitas coisas que podemos fazer podem ter a absurda pratica dos sonhos e também daquilo que se imagina como forma de se preparar para um caminho ou para um evento. Para os grandes desafios há sempre um sonho que se torna verdade quando agente se levanta conectado com o que há de melhor em nós mesmos e quando queremos refletir e imprimir passos concretos para realizar aquilo que é próprio do ser. Uma frase me acompanhou no ano de 2002: "O tamborilar da chuva agora parece uma bateria de escola de samba tocando no meu ouvido como som ensurdecedor. Do ser que destrói habitualmente o instinto da natureza". É em cada gota de água que o efeito natural faz reverberar aquilo que é totalmente vivenciado nos conflitos cotidianos da própria identidade e também daquilo que não possuimos tanto controle assim em nossas vidas. Até nas nossas relativas impressões dos fatos. Fernando Pessoa é esse poeta que brinca com a nossa mente sem precisar estar sobrevivendo a sequência da censura aos ensejos dos sonhos.

Esses versos descrevem que o heroísmo está na plenitude de nós mesmos como um romance encrostado nos mistérios de nossos sonhos e que se toram impressões. Fernando Pessoa apresenta a capacidade que o poeta tem em ser bruxo e bruxa nos dias atuais, materializando a própria consciência que se imprime também nos sonhos. Estar consciente do que isto provoca em cada pessoa é importante porque existem desejos que quando reprimidos batem forte no coração e na alma e acendem a necessidade de serem revisitados e revividos. As pessoas são espelhos dos desejos sonhados por Deus e também pela quantidade de valores que cada percurso de vida carrega. Abraçando os sonhos podemos mensurar o quanto podemos amar e distinguir amor.
Abraçar os sonhos é estar a dois passos de um lugar mais calmo e de uma proporção de ações que podem verificar a própria capacidade de ser construtor da felicidade. Os sonhos fazem com que capacitamos a apresentação do próprio olhar e do comportamento mais genuino. Entretanto..., "A inocencia é o princípio da criança, a culpa é o princípio do jovem e o julgamento é o princípio do adulto". É assim que muitas vezes distinguimos cada etapa da vida como um processo preso aos comportamentos que devem ser vivenciados e propiciados para cada pessoa em sua individualidade, mas num generalização sem precedentes. Abraçar os sonhos também é poder ser livre na própria arte de fazer perguntas absurdas e encontrar respostas deveras mais absurdas ainda.
"Água, pra quê te quero? Pra que te chamo?
Pois, já existes dentro de mim".
seco, molhado...
"Meu corpo chama pelo elixir
que é capaz de revigorar toda a energia
que existe dentro de nós!".
tão seco sem molhado...
"Fugitivo das promessas são os homens
que não conseguem se iludir pela simplicidade de ser feliz".
não nadam..., nada
"Gosto muito dos anseios gelados
bem perto do objetivo alcançado".
"A princípio o homem criou a mulher...
hoje o homem é criado mudo dela".
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