As amarras de outrora
- Poeta dos Jardins
- 9 de out. de 2019
- 3 min de leitura
Desde o momento em que conhecemos a vida social e como nos comportamos nela, nos deparamos com uma atitude não muito confortável que é a POLÍTICA. Esta atitude vem sempre acompanhada de uma produção de conhecimento que na adolescência e na realidade educacional que vivenciei, posso afirmar que havia uma característica ingenua.
Portanto, a leitura é um movimento e uma pratica pessoal que nos faz abrir horizontes e ter contato com práticas de vida e conhecimento do cotidiano diferente daquilo que nos é passado em casa e até no senso comum das obrigações do cotidiano. Neste sentido as amarras do passado significam os passos que podemos dar para conhecer nossas próprias escolhas e como estas são dotadas de influências políticas.Rosa Luxemburgo é uma das pensadoras e protagonista de seu tempo, porque soube escrever e praticar o que sentia e o que entendia da realidade que vivia. Esta realidade é fundamental a partir do momento que envolve a comunidade que se vivencia como prioridade das próprias ações. Assim os poemas também são uma forma de expressar dimensões políticas essenciais nos tempos presentes mesmo tendo sidas refletidas em um tempo passado. Portanto, a atitude ou práxis política não morre com o tempo, mas se redefine a partir do momento que é tomada como seriedade no processo de conviver com os outros e as outras. Eis uma frase muito importante desta pensadora:

As correntes não são só as prisões das manipulações sistêmicas e religiosas em nossa vida, mas também as regras do jogo da vida. É importante salientar que a forma de escrever verifica a maneira como estamos interpretando e representando as informações e conhecimentos que temos acesso, deste modo a limitação é um ponto importante para conhecer. E quando as pessoas tomam para si apenas uma dimensão do viver como prática para as transformações pessoais esquecem da relação coletiva que existe e exerce força nas plurais opções que cada pessoa faz. A exploração também é optada, mas de uma maneira obrigatória as regras do jogo se transformam em lembrança e cobrança de uma realidade criada.
Evidentemente o que se escreve é:
"Fugindo dos meus instintos e habitando nos laços da lógica, é que pernoito os meus sonhos em converter todas as prioridades de vida em nada".
Mas, "lembrar daquilo que já se passou, como um sonho é viver a beleza que a vida nos proporciona".
"Membros vivos conhecem o que se vive e que se sente, por isso que a natureza existe",
portanto,
"longe do momento,
o tempo responde as consequências da verdade e das promessas que um dia fizera".
Justamente porque " os sopros voltarão e trarão os sonhos despejados em pedaços da vida".
Eis que um sonho repleto de justiça é aquele que atende a necessidade do povo que precisa escrever sua própria vida no caminho da subsistência. A disposição a disputa de interesses que persiste em continuar na humanidade e nas condições políticas internacionais apresentam campo para poder pensar, refletir e conhecer o legado de Rosa Luxemburgo. As palavras exigem que as pessoas transformem seu processo de senso crítico em palavras que possam ser entendidas e refletidas para a prática cotidiana da vida coletiva. Os trabalhadores descrevem a lembrança da justiça anestesiados por sua força de trabalho persistindo na ineficácia de poder resistir a todas as condições de vida. Quando o conhecimento é acessado pelos trabalhadores o cenário anterior se altera pois, as amarras e correntes que aprisionam as condições mais dignas das pessoas são quebradas com novas posturas, diálogos e conhecimento. Neste sentido a verdade é a necessidade de quem realmente produz a riqueza e detém o poder, mesmo não se dando conta do mesmo. As questões escritas são tão significativas assim como qualquer preceito na vida. A exemplo do temor das pessoas que nos cercam e não praticam valores construtivos, estas precisam ser indicadas para a confiança e para a comunicação mais específica de um ato, a REVOLUÇÃO.
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