Impressão.
- Poeta dos Jardins
- 11 de fev. de 2021
- 3 min de leitura
As cores que identificam o caminho feito e percorrido de qualquer pessoa, muitas vezes podem não ser percebidos com muita clareza e muito menos enxergados com exatidão e beleza. Nesse propósito em que as frações dos tons e matizes escrevem caminhos percorridos e referências de traços para se percorrer. A poesia da vida se descreve na capacidade de poder ainda olhar pra trás e reconhecer as cores que perduram na marca do passo dado, e nesse exercício as cores mais ressaltadas são aquelas dos passos mais desafiadores.
As cores que identificam o caminho a ser percorrido de qualquer pessoas, todas as vezes dependem de critérios de escolhas com os valores da sensibilidade, ternura e candura como espaços conquistados. Assim, a vivência que o universo dimensiona na vida das pessoas é um processo de descoberta e atenção naquilo que é mais palpável aos olhos. Não é por acaso que algumas impressões alheias estão mais relacionadas ao olhar que o sentir.
A impressão é que a revelia dos versos buscados em vida, postula uma tradução daquilo que pode escrito e colorido, como grafia clara das próprias ânsias e filias, e é por causa da forma como as dimensões da vida são vistas que imprimimos individualmente aquilo que não é tão característico para o outro ou outra, mas para a própria forma de enxergar todas as coisas. Nesse sentido os versos impressos em vida transmite diversas mensagens, mas entre estas estão duas características fundamentais para ser dirimidas. A primeira é da capacidade humana de criar situações e caráter para praticar os valores vividos em vida, desde o momento que o aprendizado se torna um processo de convívio, o processo criativo humano passa pela sensibilidade por que toda criatividade transmite uma mensagem que objetiva chegar com mais eficácia ao entendimento do próximo. A criatividade é o processo de captar as cores em processos atemporais e trazer para o tempo presente com uma facilidade de comunicação e até pedagógica, promovendo a reação das pessoas que ainda buscam criar alguma coisa em suas vidas como um percurso de reconhecimento, passo e construção. A segunda capacidade humana é a de observar aquilo que pode se tornar um equilíbrio da intensidade das coisas que fazemos, justamente pelo processo de observar coisas que distinguimos entre gostar e não gostar. É dentro desta característica que se encaixa a referência de George Shaw, que solicita inserir um ponto final nas coisas que empreendemos nesse caminhar da vida. A questão é que muitas vezes não somos responsáveis pelo ponto final, haja vista que as cores que imprimimos em nossos passo é facilmente observada pelo próximo, e os olhares levam o sentimento a divulgar essas cores, experiências e desejos.

Os dois elementos que tentam descrever as impressões das dimensões da vida, são esses fragmentos simples das cores que possuímos em nossas vidas. A condição capaz de identificar aquilo que somos e aquilo que podemos ser, se dá nas cores que ressurgem dentro do nosso processo criativo e observador dos valores. Assim a proposta de versar os sentidos da vida nesses dois percursos imprimem a continuidade das cores que tomamos para nossa vida como desejo, referência, possibilidade e até alegoria dos dias.
As cores impressas na vida dão sentido para muitas coisas, entre elas o sentido de ser um artista que cria e observa elementos que ensinam as pessoas a colorirem as próprias vidas, ou seja: "Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas, há também quem garanta que nem todas, mas somente as de verão. Mas no fundo isso não tem importância o que interessa mesmo não são as noites em si são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre em todos os lugares, em todas as épocas do ano dormindo ou acordando". (Shakespeare)
Que desde o percurso dos sonhos ao suor do passo dado, os passos possam ser descobertos pela capacidade ousada de imprimir cores.
Eis os versos:
Bote sua consciência nas mãos desesperadas
das pessoas que no meio do lixo
procuram ser seu alimento.
Coloque seu olhar nos pés das pessoas
que perambulam pelo mundo sem destino e sentido.
Entregue seu coração para a consciência
das pessoas que fingem tê-la,
e entregue suas mãos para o olhar
daquele que apenas se esbarra nos desafios da vida.
E entregue seus pés para o coração
de um ser que sonha ainda viver feliz,
pois não basta sentir, é preciso partilhar.
Pela luz do amanhã é que estamos vivos
e pela força dos sonhos é que caminhamos.
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