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Lutar e crer, vencer a dor...

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 23 de ago. de 2019
  • 4 min de leitura

Permito escrever um pouco da vida em forma de poemas, porém em um enredo mais real e mais pé no chão sobre o que posso observar na vida. Meu percurso de enfrentamento as próprias dores e desafios da vida foi olhar para a etapa da infância e para as demandas que inserem na aprendizagem um percurso de luta.

Aprender os valores e compreender o tempo verbal das coisas que queremos fazer e daquilo que somos obrigados a demonstrar para a sociedade é quase que uma narrativa surreal, partindo do princípio que minha escolha por sair de casa se deu pela necessidade de olhar o diferente e exercitar a alteridade (reconhecer o outro/a do jeito que é). Estas palavras são acompanhadas de uma referência de grande valia para o que chamo de aprendizado, porque estas palavras tem conexão direta com o escritor e pensador Bertold Brecht. Principalmente naquilo que desde criança temos o desafio de discernir e despertar para o cotidiano e para a vida. 

Eis então o aprendizado da distinção como capacidade inerente aos valores que somos ensinados e desafiados a praticar em todos os lugares de nossa vida. Aqui relembro dois momentos importantes. No ensino médio a peça "O homem deitado" em uma adaptação de Brecht no grupo de teatro da escola. (Boca de siri). E o momento que senti fisicamente o ar gelado da cidade de Caçador para realizar uma dinâmica de sensibilidade das coisas da vida em um encontro com catequese.  E a pergunta que pode ser feita é: Cadê a conexão com a referência? Pois, bem... 

 

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A crença também é fruto de experimentos de ódio, de querer mudar as pessoas e principalmente a realidade que se pertence. Família é um exemplo deste caminho e deste retrato em que queremos dizer os valores da vida para que estes sejam praticados. A aprendizagem de valores importantes na primeira infância são categorias de estudo para quem trabalha com a educação. Porém, quero aqui refletir a categoria do que há de mais raro na vida das pessoas que é a relação com elas próprias. Há uma necessidade comum em criar os personagens em nossas vidas e assim contracenarmos com tudo aquilo que ficou de resquício não muito bem intensificado e vivido ainda na infância. E cabe portanto indagar uma coisa: Porque não voltamos a ser crianças? Porque temos um crescimento biológico e lógico da natureza humana e orgânica. Será? A resposta não pode ser tão singular e simples quando crianças aprendemos a criar terreno para a bondade e que esta é repleta de um 'ethos', ou seja, um jeitão de ser.

A infância nos proporciona muitos sabores e um gosto destacado é o da dor. Este sabor que insere no sentimento e expressão de qualquer pessoa viva a reação mais imprevisível possível. E por ausência de cultivar a bondade e ficar apenas demonstrando o antagônico medo para que as pessoas aprendam a amar é que a dor e o ódio soam como presença de valores nas vidas das pessoas. Portanto, o que é necessário para que isso seja tratado mais claramente na consciência de qualquer criança como pessoa que tenta ultrapassar o sentimento da dor. A bondade capacita o outro a ser bom e a outra a ser protagonista. Nesse sentido é que as frases soltas dos dilemas de adolescente ganham vida.  

"As crianças que brincaram e se puseram a vencer até as barreiras dos nossos pensamentos egoístas, nos exaltam numa tremenda e contagiante vontade de ser feliz e voltar a ser criança". Mesmo que... "Marginalizados pelo progresso é que insistimos em contar nossas vitórias pelos bens que adquirimos". Pois, "Quando éramos força fui fracasso, quando éramos fracasso fui força. Por isso a corrente da vida nunca deve ser a mesma, mas sim o sentido, o sentido do bem".

Este amontoado de frases foram escritas em 2004 e agora dei o tratamento exato para entender que escrever também é uma atitude nobre. Assim, os valores para vencer a dor é o desafio de cultivar a bondade em todas as atitudes simples do dia a dia. Porém, as atitudes ainda me faltam no dia de hoje, porém a prática do bem tem um caminho muito claro. Ao atualizar essas palavras e a referência percebo que as crianças que trabalhei como educador e professor, as crianças existentes em determinados momentos dentro de mim nas minhas escolhas de vida, a criança que hoje é minha filha... são universos de crianças que me ensinam o que é realmente o amor ao perceber que a dor é marcante, porém é passageira. Justamente porque dá espaço a elementos tão simples e nada complicados do cotidiano como o sorriso, o abraço, o beijo, o brilho nos olhos e a confiança em fazer de cada minuto um momento criativo de brincadeira.

Existem características sérias para entender que a dor das pessoas não são nenhuma brincadeira, mas é com o abraço de uma criança que aprendemos sutilmente que temos que dar o pontapé novamente em nossas vidas e construir um caminho de bondade. Que se dá na alegria de admirar as descobertas que não pudemos fazer, mas que aprendemos com a sabedoria das crianças. A política valorosa de Brecht se comunica com as crianças porque elas contracenam com o palco da vida de uma forma mais valiosa que escrita e poética. Contracenam com a crença em si mesmas. A indulgência, portanto, deve ser o olhar que crê naquilo que é genuíno nas pessoas e que são exemplos de superação dos desafios e das dores.

 
 
 

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