O que vem dos sentidos.
- Poeta dos Jardins
- 19 de nov. de 2020
- 3 min de leitura
"Dentro do amor existe o resto dos sintomas loucos do mundo".
O que vem dos sentidos é um percurso que precisa preservar a existência, seja esta daquilo que acreditamos ou aquilo que só conseguimos observar. Assim em determinados momentos da vida estaremos propensos a sermos receptores dos sentidos que a existência nos impõe e neste caminho alguns percursos nos levam a lugares perigosos e destinos que fogem ao nosso controle. Nesta peneira das externalidades as interpretações aparecem como uma mensagem que pode nos proporcionar a reflexão e escolha, desde que inseridas em um processo de verificar as próprias necessidades.
Dos sentidos provém os sintomas mais loucos por que existem atitudes que desafiam nossas coragens e experiências e assim desconstroem os aprendizados que obtemos no percurso da vida. Assim as mensagens equivalem o que representam os desejos e sonhos que se somam em nossa vida e neste processo a caminhada que vem dos sentidos é de aprendizagem. Porém, o fator receptor das mensagens e experiências, faz com que o caráter de qualquer pessoa seja repensado por meio da observação, escuta e diálogo.
A poesia também é um percurso a ser observado e escutado nesse lugar de quem tenta entender o que vem dos sentidos, e assim os versos e as expressões ora de firmeza ou de abismos permitem entender quem nem todas as pessoas possuem a mesma ótica sobre aquilo que é manifestado na existência. Por isso, é preciso estar atento aos passos dados para não correr o risco de cair em caminhos que não possuem continuidade, isto por que aprendemos a opressão e alguns exemplos que não nos fazem enxergar o que há de melhor na vida. É neste contexto que podemos permitir a nós mesmos(as) a capacidade de extrair o que há de melhor nos desafios que nos empenhamos em enfrentar diariamente. E o passo para efetivar qualquer desafio é dado cotidianamente e estamos sempre pressionados a querer vencer nas enseadas que depositamos energia.
Portanto, existem impressões importantes da vida que permitem compreender que tudo aquilo que chamamos de loucura são sinais evidentes do que precisamos desafiar em nós mesmos, e uma característica bem marcante é a capacidade de aceitar que somos falíveis mesmo não querendo ser. As pessoas que não compreendem que a falência de muitas ações fazem parte do percurso da vida tem o sentido transformado em ausência de esperança e diálogo e se jogam em uma finalidade de jornada por que são abafadas do sentido, do diálogo e principalmente do amor. Por isso que o que vem dos sentidos também é amor e o que é ridículo é a atitude de não reconhecer que falhamos e podemos errar ou não sermos compreendidos como queremos ser.

A partir de Napoleão a sentença do sublime ao ridículo só há um passo, ou seja, só há um ato, ainda... um reconhecimento! Por isso, persisto em prescrever a necessidade de olhar para aquilo que se manifesta dentro de nós mesmos(as) como uma estrofe ou uma simples oração que pode ser subordinada a esperança.
Não se pode dar vazão aos capacitores dos verbos que não conjugam valores expressos para poder conjugar o verbo amar no final de cada enredo. É preciso escrever sem final, mas com felicidade o contínuo passo dado rumo a lugares seguros, a penhascos bonitos e horizontes da existência que permitam nos enxergar que o sublime faz parte de um todo, de dentro de nós até o brilho infinito do universo.
A frase de uma figura emblemática na história e marcada por uma revolução, faz nos compreender que mesmo a necessidade contínua no sentido do sucesso, habita a reintegração dos sentidos próprios no percurso de observar com mais cuidado a si mesmo(a).
Vem dos sentidos o amor, o passo que não reconhece este é que precisa ser desobstruído.
Versa -se
Vem dos sentidos toda a paixão existente,
e os valores e os mínimos atos
nos fazem pensar na capacidade de sentir
e sonhar com tua presença e com teu afeto.
Sou uma agulha no palheiro,
uma molécula que só existe pela lente
de um microscópio, o do teu coração.
"Não é um sonho
e nem todas as metodologias usadas
para amenizar a capacidade sentimental de um ser humano, ouve-se
o que se desfaz para dizer o que realmente precisamos em nossa vida,
é a força
e a capacidade do sentido próprio que temos como respostas".
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