Por que o progresso de nada adianta?
- Poeta dos Jardins
- 9 de jul. de 2020
- 4 min de leitura
Progresso é igual a pessoa que chega numa fase em que os hormônios se aceleram desequilibradamente e também quando as pessoas não conseguem controlar e medir as próprias forças batendo as pernas e as mãos em objetos e móveis como a fase da adolescência. O Progresso bate e destrói a natureza e o que é originário, bem como é uma relação teórico cultural que tem um único sentido absoluto, a retenção.
Portanto, já neste segundo parágrafo respondo que a primeira característica que descreve o progresso como insuficiente, ou que nada adianta. É o modo como esta palavra se torna prática e se faz como conduta de retenção, lucro e egoísmo material. A atitude de retenção é entendida como aquela em que o acúmulo dos próprios interesses se sobressai a felicidade. E neste sentido a felicidade faz com que o olhar para a efetividade da vida promova atitudes de solidariedade e também consciência.
O progresso carrega consigo também a imagem da tecnologia e dos desenvolvimentos de informação, mas nada mais é do que uma consciência de suporte. É inevitável que eu cite as palavras admoestadas por um cientista humano em que diz que os bens de consumo e todas as coisas ligadas aos valores de uso vem da força de trabalho humana e não do conceito do progresso. A consciência humana caminha na contramão da pratica do progresso no cotidiano, justamente por que se coloca a necessidade dos valores e principalmente da reflexão sobre a felicidade. Não adianta conseguir ter seguridade econômica se não há seguridade emocional e sensibilidade capaz de entender que mundo é este que vivemos.
Isto não significa pensar que a receita para o sentido da vida é abdicando apenas desta noção do progresso, porque existem diversos desafios que nos fazem entender os muitos limites que vivenciamos. Assim a forma de fazer poesia é entender que ter suprimento material de sobra para viver é insuficiente, de nada adianta. Na compreensão de um poeta não adianta ter coisas se a pessoa não se propõe a ser mais. A ciência também segue esta reflexão quando nos deparamos com a seguinte expressão: "A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes". (Albert Einstein). Neste sentido a felicidade da criança se esbarra até na forma como as crianças são pensadas e criadas e o progresso, por exemplo, não pode receber os louros de fertilização em vitro e até possíveis tecnologias e estratégias da criação de vida. O que cria e motiva a via são os valores, por isso de nada adianta o desmatamento, as construções vazias, a solidão do distanciamento no inseguro sentido de medo quando muito se tem retido.
Não adianta o progresso quando o tempo é o mestre de nossos sentidos e principalmente do próprio aprendizado para a felicidade. Nos últimos dias é difícil viver em uma sociedade em que um grupo estereotipado como burguesia a todo momento pratica o sentimento progressista de querer e incentivar a força vital no sentido de ser. Portanto, como outra característica de que nada adianta o progresso é o de incentivar um perfil identitário que enquadra em uma forma a própria temporalidade da existência em prol de uma formação, de um trabalho e de uma morte. O progresso no status quo da burguesia faz com que as pessoas substituam pessoas por forças que podem ser compradas e ainda ativarem um botão, ou mecanismos que desativam as próprias identidades pessoais.
O progresso força a artificialidade da vida disfarçadas de racionalidade, e nesse sentido querer viver a adolescência é viver a espontaneidade nas palavras de Leminski. A racionalidade poética é poder vivenciar o turbilhão de sentimentos, pensamentos e anseios de tal modo que não seja devastada a iniciativa genuína pelo sentido de produção e obediência a qualquer custo. É com poesia que entendemos que o lugar do adolescente construído pelo progresso vigente, é desconstruído e passa a dar lugar ao sentido que a própria pessoa quer.
O progresso de nada adianta quando os problemas de ordenamento social também não se resolvem pela noção de progresso, mas em sua genérica referencia pelas ações sociais ou lutas de classes desenvolvidas nas diversas instituições sociais que praticam ações políticas e essenciais na contramão do desejo insaciável da produção e devorar de vidas.

Saber experimentar a vida e principalmente das sensações é o sentido empírico de qualquer poeta que escreve o sentido de ser o que já foi em vida e o que quer ser.
A poesia é derivada daquilo que se projeta na vida e também daquilo que se reconhece como enredo do que não precisa ser vivenciado. Neste sentido o lugar da palavra adolescência aparece nos dois sentidos distintos para provocar como reflexão o desordenadamente a ideia de progresso tenta enquadrar e olhar para o jovem desajeitado. E a importância da fase em que os sentidos, questionamentos, descobertas e principalmente espontaneidade devem ser aflorados e vividos em qualquer etapa da vida. E o progresso, de nada adianta.
Eis os versos:
"Era apenas um sonho
que uma criança ao mundo cantou,
e a vida e esperança
que n'um sublime olhar o amor despertou".
cantandO...
"Inocência como uma tradução da realidade
presa em suas mãos.
Construindo o mesmo mundo,
mas a diferença é o nosso coração".
"Um pouco de amor é lágrima que cai,
um sonho de amor é um mudo em paz.
Então por que não ser criança?
e dar as mãos a liberdade e cantar a esperança".
do progresso
"Respostas dos sentimentos,
encontrar a solução,
mistério da razão,
do homem e luz e paz do criador".
Sem esta
Felicidade
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