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Presenteie cultura.

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 18 de mar. de 2021
  • 4 min de leitura

Escrever é tornar livre a atitude de sentir aquilo que é sentido e entendido na natureza, e é por isso que nem todas as pessoas tem a possibilidade de escrever seus próprios abismos em linhas e em rimas. Assim, aquilo que aprendemos ao longo do percurso da vida é um presente importante, porque nos desperta capacidades e habilidades capazes de ensinar e dialogar com todos e todas. Neste sentido, presentear cultura é buscar a compreensão de não prender para si aquilo que podemos denominar de arte. Rimar, cantar, pintar e fomentar artesanato sobre a sensibilidade da natureza humana e condição social humana, é uma atitude demonstrada por poucos. Entretanto, quando demonstramos algo que pode ser adjetivado como raro, dotamos a possibilidade real de descrever e reescrever os caminhos que nos identificam e que nos comunicam com todos.

A forma de texto escrever e discorrer sobre a palavra presente, não quer definir e tampouco fazer referencia ao significado temporal que esta palavra exibe, mas simbolizar o presente como uma ação conjugada que não precisa ser em tempos verbais, mas nas atitudes de dar, receber e retribuir. Presentear cultura é um sinal tão fundamental na vida das pessoas, justamente pelo seu poder simbólico de indicar para o outro e outra a condição que as pessoas se colocam em ajudar umas as outras, de apoiar umas as outras. Todas as pessoas tem percursos, experiências e níveis de sensibilidade diferentes, mas a cultura na forma de arte e prática de valores, favorece que a sociedade observe as diferentes manifestações, fazendo com que a capacidade de dialogar e interagir seja real e efetiva.

A música e a poesia favorecem esse despertar do inesperado, das palavras iguais que podem surtir desejos e efeitos mais variados no processo subjetivo de cada pessoa, nesse sentido, a relação de toda expressão exercida em qualquer sociedade é dotada de raridade, e por essa forma é que o presente da cultura faz nos entender que todas as maneiras musicais, teatrais e expressões quais sejam, são legítimas. O presente é justamente um processo de troca, porque o diálogo da arte é um caminho de aprendizado e cultivo da sensibilidade sobre as coisas mais importantes da vida, uma letra em uma musica ou enredo teatral é capaz de alcançar com um tempo mais fecundo o aprendizado sobre determinadas características que a própria sociedade não está compreendendo da própria existência. Muitas vezes a arte é a imitação da vida real, e justamente nessa função que ela cumpre seu papel de reforçar espaços de diálogos, mesmo que as pessoas formadas em processos menos sensíveis tome o comportamento diferente como estranho e abominável.

Por isso, presentear a cultura é tornar também uma sociedade menos etnocêntrica, possibilitando que as pessoas cultivem dentro de si elementos possíveis para olhar as outras pessoas e seus costumes com mais respeito. A diversidade de sons, palavras, danças, expressões e compreensões é o que faz o presente ser mais instigador. Toda arte que se presa também tem seu enigma e ponto que converge na busca por descobrir os sentidos. É desta forma que a cultura e a presença dela em sua variada performance ocasiona o aprendizado. Este dicionário de reflexões que apresenta este texto quer introduzir ao poema que proponho pensar a partir de duas partilhas fecundas de artes expressas que me forma presenteadas durante a caminhada da vida.

Compactuo com Celso Viáfora, longe das analogias de desejo genéricas, mas relendo os versos que já escrevi em vida que: concatenando a frase que compara a noite e o espetáculo da platéia a imagem da mulher, traduzo como presente também aquilo que nos faz aproximar com mais propriedade e sentido do desejo, e em fazes da vida precisamos nos nutrir e conhecer os nossos desejos, por isso a cultura é tão importante neste momento.

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O desejo, a vontade, o sonho e outros sentidos não são o açoite da vida humana, mas sim a capacidade de criar e expressões pela simplicidade de estar vivo. É por isso que: "todos se queixam da própria memória, mas do próprio juízo ninguém se queixa" (François VI).

A cultura é o único presente que não nos obriga a comportarmos de uma determinada maneira, porque muitas vezes os comportamentos culturais não estão descritos em leis, mas em ensinamentos que perpassam as gerações e as regras de atitudes que são evidentes no cotidiano e que observamos atentamente desde a infância. A Cultura é um presente, por que é um elemento óbvio na vida da humanidade, justamente por fazer parte do símbolo que significa as coisas mais essenciais da vida e daquilo que aprendemos em família.

Eu não aprendi poesia com minha família, talvez lamúrias censuradas que me obrigaram ir mais distante desta ação, porém...


Eis os versos


"bons sonhos trazem a beleza 
que um homem pode construir, 
porém um homem pode sonhar com a possibilidade 
do bem e do mal. 

Cabe ao mesmo escolher"
"Depois de toda a tradução 
que o coração é capaz de fazer 
é que conseguimos traduzir nossos verdadeiros anseios".

"Loção de amor 
é pura quando o afeto com que a usamos 
é totalmente dedicado a pureza e a felicidade".
e...
"Os pedaços da minha alma 
se despedaçam como os sonhos 
que me fogem a mente".
ressoam no canto ao vento por aí...

 
 
 

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