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Procurar a vida, ou as flores.

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 1 de ago. de 2019
  • 3 min de leitura

Este poema que escrevo nesta postagem é repleto de significados importantes, porque foi escrita há muito tempo. Assim, um emaranhado de frases complexas e desconexas hoje dão lugar a um poema em construção porque muito do que escrevi há mais de 15 anos atrás retratam outros anseios e procuras. Bem que as procuras são constantes no caminho da vida e algo que me faz refletir e pensar sobre este tema é um trecho de uma música.


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Ainda podemos concretizar muitas coisas importantes em nossas vidas, como a tentativa de reler tudo o que colocamos em linhas de agendas do passado ou em reflexões feitas neste percurso. Esta referência da América Latina e da arte só me ensina a caminhar mesmo com a consciência de que um dia também esse caminhar também acabará. 

Enquanto não acaba! Penso importante deixar estas palavras aqui para poder refletir muitas coisas, dentre elas a capacidade de criamos em não mais caçar os perfumes da natureza e muito menos os destinos das ruas tão modernas e preocupadas com a velocidade do deslocamento, a frieza das próprias relações.

Eis o poema:


"Não estamos longe do fim, por isso nascemos a cada dia que pensamos em morrer!".

"Não podemos merecer tudo que sempre sonhamos, talvez esse seja o motivo do tempo,

pois, o desafio de sentir se vivo e repleto de sentidos, torna a vida mais temperada e gostosa".

É "Quando o amor tenta falar mais alto, o ódio se cala e sussurra com o próprio sentimento".


"Eu sangro, desejo e a cada minuto vejo como presidir uma concórdia que me torna invisível"

Porque ao aprender a contradizer o que faço de mim: "Amar é fogo que acende em temporal".

Assim, "se dermos as mãos somos responsáveis pela vida, se fecharmos inteiramente as mãos, somos responsáveis pela original maneira de conduzir o sentimento disciplinado para morte".


"É só o amor que nos traz o sentido de aceitar". E "Pelo buraco da fechadura é que sentimos".

Aquilo que "Sempre que sonhamos com exatidão: o amor que nos vem a mente é conquista, mas o difícil de entender é que amamos as pessoas, as coisas, a vida e quando as temos, dificilmente damos valor". ou seja, "Com a força de minhas palavras chamei o Senhor e Ele ouviu de Sua montanha santa".


As palavras, versos e maneira de compor o poema não traduzem o tempo presente. Porém, o que pretendi escrever é o que reflete sobre o processo de aprendizado da confecção de pensamentos e sentimentos escritos. Assim, é inevitável escrever sobre a morte em meio aos versos, pois esta se torna uma inquietação no caminhar da vida. Existem diversas maneiras de entender como a concepção da finitude da vida se apresenta para cada um. Porém, a relação entre o sonho e o tempo é importante e encorajadora porque apresenta um significado de motivação na vida humana. Quando a poesia é proposta pela junção de frases soltas em que uma provocação e sentimento coube a vida. É de sumário exemplo a capacidade de inserir reflexão sobre sentimentos que propagam vida e sentimentos que impedem de viver. A dualidade de forças é justamente a capacidade de entender que sentimentos estão escondidos nos segredos que carregamos dentro de cada um e como estes também nos indagam frente as diversas atitudes alheias. 

Existe um tipo de respeito que o escritor deve ter que é aquele de não limitar o significado das palavras escritas e por vezes fico aqui pensando se eu exatamente estou rompendo com este respeito ao comentar estes poemas livres desta postagem. Carrego a reflexão singela que a própria contradição é a exata maneira de entender como posso conduzir minhas atitudes cotidianamente. Ao entender que desejo e sou repleto de sentimentos e convicções não posso deixar de me colocar em meu lugar, ou seja, não sou a verdade e tampouco o que escrevo aqui é uma realidade universal ou generalizante. As questões acerca da possibilidade de procurar a própria vida, ou as flores é justamente a busca constante por respostas que muitas vezes estamos fazendo. Em nossas vidas estamos realizando a resolução de indagações, mas não sabemos de fato o que estas querem expressar. Portanto, escrever o passado é um pouco deste exercício de resolver estas perguntas que acompanham a vida de cada um, principalmente as minhas indagações.  

 
 
 

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