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Quais são os meus problemas?

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 25 de jul. de 2019
  • 3 min de leitura
"Não sei quem sou, neste mundo mutante, o que mais me toca é o fato de não poder realmente amar o próximo..."

Esta sentença acompanha minha vida como indagação ainda, justamente porque existem problemas que não pedem para ser resolvidos. O autoconhecimento e a capacidade de amar são duas forças imprecisas que redigem na personalidade a vontade constante de analisar, porém não condiciona a vontade de praticar os valores. A necessidade de tentar mensurar todos os desafios da vida, faz de todos os viventes o caminho do romance das emblemáticas vias do cotidiano serem maquiadas. Eis, mais uma vez Paulo Leminski para  elucidar essa tentativa de resolução de problemas. 


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Portanto, os familiares que devemos acolher e recolher em nossas escolhas não são tão fáceis de encarar, justamente pela necessidade de transformar em grande o que muitas vezes é tão simples. E neste exercício de medir forças com nossas próprias convicções é que esquecemos de comemorar o enfrentamento dos desafios.

"Lá onde mora o prazer, também mora a ousadia que mora na liberdade, e deduz destruição".

Neste percurso tão avesso de entender o que acontece com os reais problemas da própria vida. Partilhamos situações com pessoas que nos carregam de auto destruição ao invés de um auto retrato de caminhos para o enfrentamento de desafios. Observando o passado eu pude me cercar de pessoas repletas de carinho e sabedoria. Porém, dei ouvidos para as pessoas sem um cultivo de valores e um olhar reflexivo da vida. A introjeção destes valores são reais e acrescentam comportamentos na personalidade e no cotidiano. Quando olhamos para nossas características é que verdadeiramente nos damos conta dos nossos problemas. Isto acontece, porque aprendemos a olhar muito mais para o próximo do que para nós mesmos. Amor ao próximo e a Liberdade são transformadas em atitudes essenciais quando refletidas nestes últimos versos de um poema de Leminski. Considerar que carregamos todos os problemas até em nosso ócio é entender que o lar do autoconhecimento é o próprio momento em que faço a distinção de quem me escreve coisas importantes a serem vividas e aquelas inscrições que nada descrevem. Assim o retorno do olhar para aqueles que querem viver novos paradigmas é essencial... e assim surge um poema parafraseado de frases:


"As crianças tem como os versos sua própria canção"...

"assim como Deus quando fala ao personagem Abrãao, chama com amor os seus filhos para caminharem por aí para saberem que da terra prometida até os dias de hoje,

o mundo estará assim!"

Portanto, "todos os sonhos são filmagens específicas,

que em nossas mentes passam como um filme premiado

de cenas de fatos reais misturados com a nossa vida".


Os poemas são escritos com as referências que temos em nossas vidas, e é importante que as pessoas que nos inspiramos escrever tais mensagens e poemas no determinado tempo histórico não leiam estas palavras. Justamente por sua inocente interpretação se reconhecerem em problemas que não são exatamente suas. Assim, a necessidade de escrever e publicar tais palavras se dá na necessidade de comunicar com almas raras, estas almas que não encontramos tão fácil por aí. Exibe se o questionamento dos problemas, pois talvez em algum dia podemos encontrar pessoas capazes de partilhar tais desafios. Enquanto isso não aconteceu no passado e não acontece no presente, utilizamos da sensibilidade de Leminski para passear com nossos pequenos probleminhas e nosso processo de autoconhecimento. 

 

 
 
 

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