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Toda luz é bem vinda

  • Foto do escritor: Poeta dos Jardins
    Poeta dos Jardins
  • 11 de mar. de 2020
  • 4 min de leitura

O verdadeiro desenvolvimento não é aquele que se dá na obscuridade do mundo material e nem tudo pode ser respondido apenas com a subjetividade de nossos sentidos. A cada dia que passa fica evidente que viver é uma experiência única e a aventura de dar passos e mais passos representam nesse todo o que nutrimos e chamamos de valores. Escrever de valores no entanto pode ser cura ou apenas mais um devaneio sem necessidade de poder decifrar se a si mesmo.

Quando respiramos pela primeira vez, nos colocamos a chorar pela força da vida e do ar, e assim também choramos por todas as necessidades orgânicas que vão se transformando em necessidades da completude da existência. Hoje depois de 30 anos de vida choramos por falta de amor e ausência daquilo que pode oferecer amor.

É neste ponto que nos damos conta de que a vida está interligada a energia principal que nos faz mover, até a energia eletrônica que repulsa e integra as pessoas em frações de mínimos tempo. A luz move e comove cada pessoa e cada sentimento e também atribui a ausência de nutrientes para a manutenção da vida. E ao observar as plantas entendemos que a luz é essencial para crescermos e traduzirmos mais cores ao nosso cotidiano.

Única forma que a luz não pode responder aos anseios significativos dos desejos e maneiras humanas é a necessidade de prever o presente e decifrar os acontecimentos do passado, justamente porque nem todas as coisas que queremos ou desejamos, foram ou serão repletos de valores que identificam belezas na vida e na continuidade da existência. Ou seja, "toda luz é bem vinda, principalmente quando sua ausência é propósito de nossa total ausência em relação ao mundo".

Li diversas vezes que as palavras podem tornar nossas concepções mais apuradas e que a vida pode ser melhor interpretada. E de fato as palavras que as pessoas partilham nos livros são pedaços destas luzes existenciais que encontramos no percurso da vida. Aprendemos a ler o cotidiano com toda a forma de escrever a maneira de expressar sentimentos e virtudes, mas a leitura é uma luz bem vinda porque muitos seres raros ignoram a presença de pensamentos e maneiras de vida que são diferentes daquilo que estas criam pra si.

As diversas luzes estão dispostas para as pessoas poderem enxergar além de seu modo de olhar e as palavras escritas são luzes energéticas que imprimem no ato de pensar e raciocinar uma maneira de elaborar provas e contraprovas das atitudes próprias e alheias. E neste constante exercício em que os vetores das necessidades está apontado para o que pode ser mais aberto e raro, determina na virtude um caminho muito eficaz. As palavras alimentam a alma de luz e muitas vezes no mundo mais material da observação pode receber o apelido de erudição. Ler não significa saber mais, mas por experiência própria, é um exercício que canaliza a necessidade de estar mais aberto para as diversas perspectivas da vida e da própria maneira de enxergar os valores.

Toda luz é bem vinda em forma de palavras porque não está disposta na prateleira do nosso cotidiano, mas carregada como energia dentro de nós mesmos para ser usada nos momentos mais inesperados da vida. Acolher as palavras ocasiona um caminho progressivo para um próximo passo que as luzes da vida também se manifestam, mas é necessário mais sensibilidade para compreender a presença desta neste espaço. Esta luz é presenciada e bem vinda também nas práticas do cotidiano como o sopro do vento que traz o calor em contraste com o frescor diário.

Manuel Bandeira é um desses escritores que percebeu que a luz da natureza e das próprias ações podem equalizar ou estar em atrito dependendo como podemos perceber o quanto ler a vida é essencial para escrever a própria história. Justamente por existirem luzes que se fixam em nossa própria história de vida.

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Para esse captador de luzes existenciais tenho algumas perguntas:

- Quais folhas ainda chegarão com o vento?

- Quais são os frutos que o tempo me trouxe?

- Por que os frutos azedos também ficam em meu ser?

- Como que reconheço as flores trazidas até o meu jardim?

- Por que nosso ser pode ficar infinitamente mais cheio destas coisas?

- Por que a luz não vem com o vento para completar a incompletude?

- Quando que os aromas irão invadir toda a minha vida?

- Por que a luz vem com o vento?

Existem aromas que nos fazem ficar de bem com o mundo. E sabores que nos fazem experienciar uma vida além da que estamos vivenciando. O universo da sensibilidade tem no vento o recurso natural as particulares sensíveis do que é espiritual. É com essas luzes que a vida se preenche e vale a pena.

Para as indagações anteriores, que os diversos ventos levem estas perguntas ao seu coração e traga respostas em forma de escrita porque a maneira de entender que as luzes são bem vindas é quando externamos essa luz para que as pessoas possam se tornar mais sensíveis.

Partilhar as luzes é bem vindo!!!


"Toda virtude que conquistamos durante nossa vida

é concretizada na lágrima derramada

pelo nosso simples fim".

E no renascer da sabedoria o eu é ele e ela

e...

"Vejamos que toda equação é um problema

somado a algumas soluções e multiplicada por muitas ideias".

calculando o que sobre e somando o que falta

"e sobre os escombros dos meus sonhos,

existe o sentido de beleza e alternativas reais

para alcançar a Deus,

o vento,

luz...

por isso há vida, há esperança".

 
 
 

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